domingo, 18 de janeiro de 2026

Good job, give you an A, a goldеn star, you think you're clever


E eu não voltei em 1 ano. 3 anos sem postar, mas eu estou bem. A vida deu uns triplos mortais carpados, mas por hora todos se salvaram. 

Estou morando nos EUA e trabalhando como Research Scholar na UC Berkeley e vira e mexe eu me pego pensando em como sou sortuda porque é uma das melhores universidades dos EUA? É no instituto de uma das ganhadoras do prêmio Nobel e que vai as reuniões do meu laboratório? É surreal e eu to me virando em uma área que eu amo, mas não é a minha ~ Biomol ~ quem diria! Por um tempo, talvez por muito tempo, eu pensei que eu teria que abandonar a pesquisa ou sair do BR de vez ou que mesmo fazendo tudo certo não teria um lugar pra mim na vida acadêmica. Hoje, tem uma luz no fim do túnel. Estou aqui 'empregada' pelo IDOR, instituto de pesquisa e pretendo continuar trabalhando com eles quando eu voltar ao BR. Porque eu vou voltar.

Em casa nesses três anos, minha mãe teve um câncer de colon relativamente tranquilo (e que ironia eu trabalhar com intestino), mas desenvolveu uma depressão severa e agora são 4 sobrinhos! Bento nasceu ano passado e é a coisa mais fofa do mundo. Minha mãe se recupera, ou pelo menos tenta voltar à normalidade. E meu pai segue como sempre, o Flamengo ainda nos une. No Natal teve churrasco em Araruama, as crianças o dia inteiro na piscina, meu cunhado fazendo caipirinha, tempos melhores...

Realizei uns sonhos, fui ao Japão em 2023, fui a Espanha e Tailândia ano passado e esse ano eu provavelmente não vou a lugar nenhum porque né, o presidente daqui não vai deixar. E muito disso foi impulsionado pelo fato de eu ter virado muito fã de um ator tailandês chamado Build Jakapan que veio ao BR em 2024 em uma histeria coletiva, ajudei a fazer acontecer, eu fui eu tava. Até hoje sou do fã clube.

De ruim comigo ano passado perdi meu passaporte real e quebrei meu dente 2x e quando eu fui ao Brasil fui mais de 15x ao dentista e não é meme! Inclusive a dentista aqui queria jogar fora meu dente de porcelana e me dar uma DENTADURA, mas eu me recusei a aceitar. Meu exame de sangue mais recente só acusa anemia, não tem jeito, essa eu levo comigo desde sempre. E esse mês entrei em uma aula de forró e comprei maiô e touca para nadar... 

*BONUS: Aconteceu uma coisa muito doida comigo ontem e aqui parece ser o único lugar onde essa história cabe.

No meu vôo de retorno ao BR em dezembro eu vi um filme japonês pela metade e fui no MyDramaList pedir que se alguém visse ele por ai (torrent, link) me avisasse. Uma mana que eu já tinha visto em alguns posts de outras séries e filmes respondeu, dizendo que também tinha visto o filme em um vôo mas dropado. Quando eu disse qual o meu trecho IAH x SFO e a data, descobrimos que foi O MESMO VOO E A MESMA DATA!!!! Ela é de Houston e estava indo para Singapura onde ela trabalha e fez uma escala em SFO. Ela me chamou na dm e conversando ela disse que meu @ era familiar e ela achava que me conhecia de comentários que eu escrevia nos sites piratas de series (tipo dramanice) ao longo de muitos anos e muitas séries. Eu devo ter começado a comentar em 2017/2018. Eu fiquei um pouco envergonhada porque eu comentava tanto, eu era sei lá, tão apaixonada. Eu colocava time stamps nas minhas cenas favoritas, eu conversava com uma galera. Fiz amizade com algumas pessoas e entrei em servidores no Discord, mas saí de vez tem uns 2 anos quando eu me mudei pros EUA. Atualmente, criaram o drama-otaku que é um site onde episódios e legendas são upados, além do forum jdrama addicts e o dramanice acabou e eu não comento mais, só às vezes no MDL e sem interagir... Eu me peguei sentindo saudade dessa PatriciaS do Disqus e lembrei daqui. 

Eu não sei a quem eu contaria essa história porque são muitos elementos aleatórios, tenho amigos queridos aqui, mas eu sempre acho que eles não estão preparados para o meu nível de caos. Vocês já sentiram saudade de como eram? Gostaria de voltar no tempo e viver de novo. Eu faria tudo exatamente igual e adoraria reviver, talvez eu salvasse alguns comentários.

Um beijo, 

Fico feliz que esse cantinho ainda existe



domingo, 15 de maio de 2022

dthang kit dthang fan - cada caminho um sonho diferente

 O curioso caso da pessoa que quer escrever uma coisa, mas não cabe no Twitter ou no Instagram e está aqui. O bom filho sempre a casa torna? Eu não sei, só sei que estive aqui há 1 ano atrás exatamente e que isso é muito louco. Como anda a vida? Para variar boa, posdoc fluindo, aulas mil, reencontrando os amigos, ansiosa, manca, anêmica, capenga, mas sorridente e viciada em doramas tailandeses onde homens se pegam. Me recuperando de um amor que deu quase certo. Celular, RioCard e óculos perdidos na mesma semana. Com 3 sobrinhos agora, sendo que Luiza nasceu no mesmo dia que minha mãe fez uma cirurgia para retirar uma massa do intestino, benigna. Talvez isso explique as coisas perdidas e a tensão que ainda não baixou e a pele malcuidada. Bem, mas não foi isso que vim escrever aqui.

Hoje encontrei meu melhor amigo, sou sua madrinha de casamento e companhia inseparável há mais de 25 anos. E ele me disse que apanhou por ser gay na escola, na nossa escola!!! E de pessoas que estudavam com a gente!!! Meninos que ok, não eram meus amigos e nesse último ano a gente não era da mesma turma, mas que eram populares no colégio de freira que a gente estudava. Que dor, que vontade de dar um soco neles. Se cruzarem o meu caminho vão levar uma dura, um tapa, um cuspe, um sermão, uma encarada... Talvez. O mundo é bão Sebastião, mas nem sempre. Tem dias que ele é essa merda aí toda que nem terapia cura, que nos leva às lágrimas. E lembrando da nossa escola pensamos em escrever um livro contando como nossa infância foi fudida, como ele apanhou e foi maltratado pelos colegas, uma amiga teve sua virgindade tema de aposta pelos amigos da irmã de outra amiga nossa, uma amiga pegou o namorado com outra menina da escola e foi atropelada ao sair correndo (ficou bem, mas o surto), outra engravidou e foi hostilizada pela freira alemã, as malditas flores no dia do aniversário de 15 anos como ritual, bullying, a professora contando pro pai da sexualidade de outra amiga e ela sendo expulsa de casa, blog com senha contando segredos, amiga tomando remédio para emagrecer da mãe e me ligando querendo pular da janela, filho de professor que assediava as colegas, professor que assediava alunas, saias 3 dedos abaixo do joelho, uma menina que se suicidou com a arma do pai... e por ai vai, eu fofa sempre vivendo na minha cabeça, mas eu sei disso tudo. Para onde vão as coisas dentro da nossa mente? Em que caixas guardamos nossas dores e esses absurdos? A gente tinha 14~16 anos! Hoje eu abri algumas caixas e criei mais uma. Um colégio de freiras franciscanas. "Como não fazer terapia?" "Como a gente sobreviveu?" "A gente era demais." "Eu te amo, amigo." Mudamos de escola no Ensino Médio e a realidade foi outra, uma das melhores decisões que tomei, que tomamos. Eu olho esses seriados.. Elite, Glee, sei lá, essas séries de escola e penso cara, isso não é nada perto do que foi a nossa escola. Como eu pude esquecer disso?

Em tempo, há alguns anos atrás eu fiz um curso/tirei uma certificação de ensino em língua inglesa e fui MTO participativa, porque me senti confortável e porque como venho da área acadêmica, o curso era muito fácil para mim, mesmo que se equipare com mestrado em letras. Eu sempre tinha uma pergunta para fazer, e o prof/coordenador começou a fazer "Patricia, shhh, listen!" antes mesmo de eu começar a falar ou ao que eu levantasse minha mão para fazer uma pergunta. Eu, como boa atentada comecei a contar as vezes que ele fazia isso, e isso virou a alegria da minha turma. Um tempo depois, esse coordenador, hoje meu amigo, veio me pedir desculpas, dizendo que achava que eu era A, mas que na verdade eu era uma fofa. Eu fiquei tão sem graça. Eu contei isso para o meu amigo hoje e a reação dele foi a que espero dos meus, um belo "Pfffffff'". As minhas reações favoritas são a dele, a de Paula Jannuzzi "AAAAAAAHHHAHAHAHAHAH" e a de Fernanda Gouvea "ué, mas você é fofa Pati, nem sempre, mas é." Eu amo os meus amigos. 


Daqui a um ano eu volto.



sexta-feira, 14 de maio de 2021

O mar serenou quando ela pisou na areia

 Quem samba na beira do mar é sereia - Clara Nunes


Ah o tempo não podia estar mais diferente. Frio, chove, quase 23:48 horas de uma sexta que na verdade é quinta esquisita. Dei aula, fui ao lab cuidas das minhas linhagens de células, fui ao dentista e casa. Almocei no Popeye's e senti falta do pãozinho do sul dos EUA, e a única coisa que se salvou foi o frango super apimentado. Peguei 2 ubers no dia, poderia ter sido só 1, mas falhei, e vim falando mal do governo com 1 deles, muito melhor do que discutir o trânsito. Sigo sem wifi porque a Vivo fibra consegue ser ótima e uma porcaria ao mesmo tempo. Comi o prato que está no top 3 das comidas de isolamemto e pandemia com apenas 5 ingredientes - sal, azeite, batata, cebola e salmão - com uma Coca quente apesar de ter ficado na geladeira. Troquei mensagens com os amigos porque descobri que 'stan  somebody' é um verbo baseado na música da Dido e do Eminem, mandei pra eles a foto da tacinha de vinho, dancei e quebrei a taça, mandei "aqui jaz taça de vinho segunda de seu nome", decidi comprar outra e resistir ao anúncio de um lenço. Primeiro lenço que acho bonito na vida, mas resolvi esperar o cartão virar, naquela tentiva de montar a minha reserva de emergência. Parei e pensei por 5 segundos que faltam quase 3 meses para fazer 35 anos e que devo me preocupar com o rumo que a minha vida não está tomando. Lembrei da pandemia, que sigo meio vacinada 1 dose coronavac e que não me chamo Valéria como o centro de vacinação insiste em me chamar nos emails. Pensei também em twittar algo sobre isso ou o Gil do Vigor que amo, mas desisti porque uma pesquisadora da UFRJ começou a me seguir e bem, também sou uma pesquisadora, então dei RT na pesquisa datafolha com o Lula na frente ou algo do tipo. Depois, fui ver seriados no 5G do celular, mentira 4G. Doramas japoneses fofos e irreais são o meu escape. Como dormi apenas 3 horas noite passada por pura - pausa porque fechei essa janela e ufa o texto ficou salvo - falta de inteligência da minha parte, pensei em deitar mais cedo, ah a quebra da taça entra aqui na verdade, vinba pensando desde cedo em dormir mais cedo. E agora eu to deitada tentando me lembrar de algo que eu tinha que fazer, um site que eu tinha que olhar e que não anotei mesmo tendo notion, google agenda e planner semanal que não preenchi esse domingo. Agora há pouco passando raiva no twitter pensei que também tinha algo que eu queria dizer, mas não queria expor, e me pareceu uma boa idéia que agora é ideia vir aqui. Afinal, sigo sobrevivendo. Parabéns para mim e para nós.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Rain on me

Tinha pandemia no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pandemia.


Uma parte de mim dá pulinhos por ter visto tanta coisa acontecer de tsunami a um vírus mortal espalhado pelo mundo. Uma parte minha está revoltada com política e as pessoas e a violência policial. Uma outra parte dorme o sono dos cansados em meio a tanta aula online, especialmente quando eu sou a professora. São muitas partes.

Aulas para dar, provas para corrigir, artigo para revisar, artigo para escrever, sangue para aliquotar, compras para lavar, ape para procurar, experimento para fazer, projeto para escrever - uma loucura só.

2020 o ano que nem começou, que não existe, será que vou conseguir colher algum fruto em você? Será que vou conseguir olhar pro futuro sem nenhuma tremidinha de medo?
Não sei responder, mas sigo né.

Sigo em contato com muita gente linda, sigo crescendo e amadurecendo e mudando, sigo feliz pelas pessoas que mandaram uma palavra de carinho comigo nessa pandemia, sigo com fogo nos olhos e ao mesmo tempo sigo em paz comigo mesma.

Que tempos difíceis, de abraçar os nossos, de gritar contra injustiças, de nos educar e não nos dobrar frente ao absurdo.

Vai passar.
Vou poder ver meus pais de novo (que estão isolados em outra cidade.
Vou poder abraçar meu sobrinho (que me ignora demaaaais nas videocall) e minha irmã que não se contem ao me ver.
Vou poder tomar um banho de mar e deitar na areia.
Vou pipetar que saudade de cheirinho de lab.
Vou beber uma cerveja no bar mais chinfrin que encontrar com os amigos.
Vou rir e sorrir e nunca vou esquecer.


💙




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Benjamin

You left your kiss on my lips, but you had a plane and plans to catch. In the craziness of life, you were as wild as me, bound to put my defenses down. We both felt that.
You left your smile in my mind, but you had to say goodbye. In the memories of life, you will be a beautiful one, bound to appear in many dreams to come. We both thought that.
You left a mark on my skin and I kiss it and smile, but soon it will be gone for times and cells change. You left a mark on my skin and I shall forget you as soon as it disappears.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

So scared of getting older

I'm only good at being young - John Mayer


Vira e mexe (comecei meu ultimo posta da msm maneira e só vi agora que já postei - chocada) eu lembro desse blog aqui e de como eu sinto saudades de escrever mais, de ter tempo para escrever mais, e dessa vida que passou e passa tão rápido.
Fiquei um tempão pensando em que título de música eu ia dar para esse post, fui ver o ano de início do blog "gente, 11 anos, tenho que usar uma música atual." "qual que eu coloco?" "bem, domingo tem Rock in Rio, alguma que eu vou ouvir lá, mas qual, Iris?" "Não, de novo não dá..." E sigo ainda sem saber o que colocar, daqui a pouco a ideia vem.

Provavelmente esse vai ser aqui post do ano, para eu contar o que mudou desde março do ano passado. Lá, eu estava dando aula, feliz, mas sobrecarregada. E sentindo que alguma coisa estava fora do lugar profissionalmente. Ah, mas se não está é pq vc está na balela da zona de conforto. Vou chamar de balela porque, não é simples assim, não é tão errado assim, e prefiro dizer que o que vc deve fazer é se desafiar e caminhar em direção a sua zona de desenvolvimento proximal - em algum momento esse blog ia ficar acadêmico, msm que essa parte venha da educação e não das ciências. O que me faltava era um lugar para exercer ciência, um laboratório, um projeto, um protocolo. Desde agosto do ano passado entrei em um novo lab e nesse segundo semestre, num mundo onde as bolsas estão acabando (por conta desse desgoverno), comecei um pos doutorado. Estou amando, nada como sair de um lab tóxico e ir para um lugar onde seu trabalho e seu conhecimento são valorizados. Nada como  seu chamada de profa e ser mesmo, de poder tomar decisões. Continuo dando aula, na facul e no inglês. E de viagem fui ao Chile - Atacama e realizei o sonho de ir ao Salar. A Bolívia é mais bonita que o Chile e menos bonita que o Peru, mas todos bonitos. Meu sobrinho nasceu, Lucas e bem, sigo não querendo ter filhos. Não sei se já comentei isso aqui, sou muito egoísta talvez? Quero adotar uma criança no futuro, ou duas.

Fiz 33 anos e entendo perfeitamente quem tem uma crise existencial nessa idade. Parece que não há mais juventude, um dia vou rir ao ler isso eu sei. Mas é como se 32 ou 31 sejam perto de 20.... e 33 tá para 35, para bom conhecedor de algarismos significativos. Daqui em diante só a velhice.......... só o crescimento Patricia, crescimento, pronto a música do título finalmente vem a mente. E amo os meus alunos dizendo que tenho 25 e essa acne que veio como se meu corpo vestisse também a síndrome de Peter Pan, mas vai passar. Crescerei, amadurecerei. O pragmatismo vence. Sempre tive uma coisa dentro de mim, uma certeza de que tudo ia dar certo, um vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, um sensação de que se eu parasse um segundo ia estar perdendo uma eternidade. Vivi sempre assim no 220V. E achei que com os anos isso ia diminuir, o bichinho ia dormir, minha raposa de 9 caudas ia ficar quieta, mas não, essa sou eu, não sei ser de outro jeito. Olho hj para trás e vejo o tanto que eu fiz e sorrio largo. Olho nos olhos dos meus amigos, quase todos insatisfeitos com o rumo de suas vidas. Muitos no psicólogo, psiquiatra, coach... essa realidade me surpreende, não por não julgar necessário, mas por ver que aos 30 e poucos, poucos são aquilo que queriam ser, muitos estão perdidos. A vida adulta me trouxe uma consciencia muito forte do meu papel e da minha posição no mundo, não me calo, dizem que um dia eu vou apanhar na rua. Acho que se dissessem isso para meu eu de 16 anos ela não ia acreditar. Sinto que estou onde deveria estar e sinto tb que tenho decisões a tomar. Para onde vou de agora e diante? Viveu a vida como quis, seguiu vivendo. Sabia que não ia ser farmacêutica de profissão - dai o farmaceutiquinha, é professora. Fez td, ta no pós doc e agora vai ou fica? Ai, vai atrás da tal estabilidade financeira, esse treco que tem cara de monstro do pântano, e vida pacata. Isso não tem a minha cara. De resto, tudo bem, amigos são menos, mas bem, Dudu casou, muita gente saindo do Brasil e eu ainda sem essa vontade...  Acho que nos meus 28 anos quando eu fui pro doc eu tinha uma mínima vontade, hoje eu não sei se topo largar tudo e começar do zero em outro país... meu eu de 34 anos volta aqui para continuar essa conversa adulta. (Maurilio se chegar ate aqui e ler, o café ainda tá nas pendências de 2018).

E além disso comecei uma coisa que deveria ter começado HÁ MUITO TEMPO, estou estudando japonês e um pouco talvez muito viciada em doramas japoneses. Continuo com implicância em relação aquilo que não consigo entender... Estou fazendo o curso via Skype, e só consigo pensar em como eu não fiz isso antes! AMO. E pensando aqui em como eu vou pro Japão, queria passar 1 semestre lá, talvez vá 1 mês e volte.. não sei, pos doc internacional? Talvez, o que não vai rolar é turismo de 1 semana, me recuso $$$$ Enfim, uma pequena vitória. Chinês depois? Talvez. Muitos talvez.............. em um texto só. Muitas vidas em uma só.

Um grande texto, meio doido, bagunçado, da vida é muito curta para... 11 anos. 22 anos. 33 anos. Qualquer outra combinação não ia ser tão interessante! Que eu continue forte em meio a tempestade que vivemos, que eu continue cultivando bons amigos, que eu continue tendo muitas historias para contar.
Volto num post drops qualquer hora, contando como quase botei fogo num prédio em Santiago, como perdi e recuperei meu celular pela n-ésima vez, como enfrentei nevasca e tempestade de areia no deserto, como parti meu coração de novo, como ainda é bom ler livros, como meus alunos me chamam de buda por ser tão calma, como preciso voltar para a academia, e etc etc etc.

Um beijo.


sábado, 10 de março de 2018

It's times like these you learn to live again

Olar,

vira e mexe eu penso nesse bloguinho e nas coisas que eu escreveria se tivesse mais tempo, se ainda usasse computador para acessar a internet (porque hoje em dia só no celular). Então vou atualizar a minha vida aqui brevemente... Defendi o doutorado, virei colaboradora do meu laboratório e comecei a dar aula em uma faculdade na minha área - esse é o resumo da parte 1 da minha vida. Voltei a dar aulas de inglês, estou trabalhando na Cultura Inglesa (amo), fiz o teste de proficiência e passei com A e estou fazendo um curso para dar aula para não falantes internacionalmente - esse é o resumo da parte 2 da minha vida. As demais partes continuam morgando, ansiosas, preguiçosas, desajeitadas e viajantes (fui a Machu Picchu bem mochileirinha bebedora de chá de coca ano passado) como sempre. :D


Na aula do Trinity (curso da parte 2) o professor pediu para escrevermos algo fora do normal que fizemos.. escrevi que sabia falar espanhol porque nada veio a minha mente... resolvi listar aqui o que lembrei durante o dia rindo, afinal o objetivo desse blog é não esquecer das coisas.

<3 nbsp="" p="">- Quebrei 2 dentes da frente e uso uns de porcelana
- Faço oficina de perna de pau e quebrei o braço ano passado
- Quase dormi na rua em Boston e um brasileiro nos salvou
- Levei spray de pimenta na cara assim que cheguei em Frankfurt
- Comi e não paguei em um restaurante na Italia
- O sistema de bicicletas de Paris bloqueou 300 euros da minha conta e fiquei sem dinheiro por 4 dias
- O vagão de metro em que eu estava foi evacuado por ameaça de ataque bomba
- Já nos perdemos em uma trilha em Ilha Grande e andamos por 4h sem luz para voltar pra trilha
- Perdi o vôo e tive que pedir dinheiro emprestado para passar a noite na Argentina


Se eu lembrar de mais volto aqui ;p
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