quinta-feira, 4 de julho de 2013

States don't mean a thing if you don't regret them

so pack your tac tic toes for the winter (The greatest view - Silverchair)

E daí que a menina se pega fazendo contas e fazendo de conta que o tempo não passou tão rápido. Afinal, ontem ela era uma menina feliz por ter comprado o seu segundo CD de verdade, de uma banda de um loirinho lindo e grunge. Uma menina que sabia que seu mundo mudava, mas que ainda não queria mudar tudo. Uma menina que abria os olhos para um mundo novo e mal sabia o que o ano de 2002 lhe reservaria. Uma menina que ouvia Miss You Love e só conseguia pensar no glitter na sombra do loirinho lindo e grunge, Daniel Johns (na época namorado da Natalie Imbruglia de Torn e figurinha fácil da Capricho que a menina assinava). Uma menina que via Malhação e que colecionava boas músicas de lá, tipo essa e uma tal de Scar Tissue. Uma menina que queria ter ido no dia 21 do Rock in Rio um ano antes (para também ter com o Anthony Kieds do Red Hot Chili Peppers ao vivo), mas foi ver a Britney Spears. Uma menina que dormia ouvindo Diorama do Silverchair ou Californication/By the way do Red Hot Chili Peppers e sonhava com os mil sonhos que viria a realizar. 

Hoje ela, no nervosismo da vida, tenta recuperar essa menina feliz dentro de si e resolve dormir ouvindo Diorama novamente. E por todos esses anos ela se pergunta quando a música deu lugar ao silêncio se eles nunca sairam de sua playlist. Onde foi que a menina parou de ouvir? E por todos esses anos ela ainda se arrepia com os primeiros acordes daquelas músicas, porque elas fazem parte dela também, dos sonhos que ela teve e tem.

Tempo, tempo, tempo, tempo.... Por que ela não pode voltar? Por que ninguém pode voltar? Se eu pudesse escolher com o que sonhar essa noite voltava.





segunda-feira, 17 de junho de 2013

Você precisa de alguém que te dê segurança




Meu coração está pesado. Estranho estar cheio de alguma coisa que é uma idéia e não se é real. Eu nunca soube muito bem onde é a linha entre a amizade e o amor, quando é melhor esquecer. Acho que não sei parar. Não sei aceitar e parar de tentar fazer alguma coisa que funciona muito bem como amizade virar algo mais.. Eu sei que essa sou eu tentando colocar o que não se explica em caixinhas... Ou tentando entender como algo que parece tão "meant to be" fica só no ar. Sufoca-me às vezes e me deixa triste do nada. Outro dia escrevi na to-do-list do celular "Parar de entristecer à toa". Mas eu não consigo. Eu entristeço. E
 se eu recebo um abraço e um cafuné então, me mata...


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é a última chance




Às vezes sinto-me a antítese em pessoa, das manhãs bem disposta e feliz ao fim de noite me arrastando pelos cômodos da casa. Um dia riram quando eu disse que tinha o espírito loser em mim. Eu não falava de perdedor, porque isso eu sei que não sou, eu comentava da solidão. Posso ser o ser mais animado e o mais preguiçoso do universo em um intervalo de horas. E amo e odeio, uso e jogo fora de um tudo em minutos. Vou analisar e se me der a menor dor de cabeça eu deixo num canto, só se salva o que faz o meu coração vibrar. Não é nem bater, era para ser mais do que isso. Eu gostaria de saber extravasar isso e passar todo o meu sentimento através das palavras que digo, mensagens que envio, emails que respondo... Queria me conectar por uma rede invisível aos corações que me contem e saber qual a força do sentimento. Em uma tentativa vã de medir a pura utilidade do que se passa pro futuro mal desenhado que tenho a minha frente. Sou um ser imperfeito. E sou uma amante car... capenga. Tenho sérios problemas em acreditar nos elogios, não compro fácil as palavras, não entendo sentimentos e nem seguro petecas... Idade emocional de uma velhinha e um medo de uma criancinha. Ações me deixariam mais feliz... Ajo por impulso e abuso do que menos gosto em mim, um pouco do meu orgulho idiota por saber de tudo demais quando não é importante, quando ninguém se importa. Àquele que em algum momento me convenceu que palavras, textos e quietude era melhor que gritos, agarrões e lágrimas, um brinde.


Estou bem, não estou sofrendo de amor. Na verdade procuro um amor. Não sei se encontrei um amor. A cara da amizade do amor me assusta e muito. 


beijo*

segunda-feira, 18 de março de 2013

You and me baby ain't nothing but mammals

So let's do just like they do on the Discovery channel


A vida anda uma loucura, ando sem tempo para respirar, sem tempo para pensar demais (o que é bom). Mas estou tão feliz e de graça. Acho que é uma forma de ver a vida essa coisa de felicidade. É tipo ajustar o foco para conseguir ver a imagem verdadeira.

:)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Take on me

O fim de ano é sempre um tempo de reflexão e de colocar na balança o bom e o ruim do ano e ver se conseguimos nos sair bem. Quando penso em 2012 eu não sei, foi um ano controverso. Começou bem mal no pior reveillon da minha vida modo filme de terror misturado com porky's. Trash total. Depois foi ganhando forma. Amizades foram reavaliadas, passei bem no doutorado, comecei a dar aulas de inglês e conheci tanta gente maluca que nem eu que não posso deixar de nutrir um certo carinho por 2012, mesmo em meio a desconfianças. Minha saúde deu pau e eu tive de crises de estresse a crise de ansiedade, misturando com cistos pipocando... maas passou, tudo passa, tudo vem e se resolve. "Nothing's gonna change my world" é o novo velho way of life. Fica a impressão de ter deixado tudo no gatilho para 2013 ser lindo. A única área com problemas é a love life, pela falta de... de... nem eu mesma sei explicar. Apesar de eu ter conhecido muita gente interessante estou começando a achar que tenho que me contentar com menos. Malditas expectativas da vida e contos de fada, rs. Mas meu otimismo de sempre me coloca de novo no chão. Quero tantas coisas. Consegui tantas coisas. Terça vou para os EUA com minha irmã e uns amigos. Vamos visitar NYC e a Disney. E novamente poderei recerregar minhas baterias em 2 lugares que carregam parte do meu coração. 

Família, Trabalho, Amor e Sorte. Quero isso fluindo bem em 2013.
Feliz fim de ano para todos.
O futuro será brilhante.

:)))

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

You give love a bad name


Não sou santa, não sou doida. Sei bem que todos temos em si um lado bom e um lado ruim, o yin e yang da vida. E de uns tempos para cá tenho flertado muito com o meu bad side. E infelizmente não é por bons motivos ou simples motivos. Posso me perguntar mil vezes, mas não sei como estou conseguindo estragar coisas... Será que estou testando as pessoas ou estou em um processo autodestrutivo? (Perdoe o exagero) Não sei, mas consegui no ano de 2012 colocar muita coisa a prova e saí perdendo. Achava que certas pessoas eram verdade absoluta na minha vida e quão sem chão eu me senti quando elas sumiram. Outras que eu achava que dificilmente magoaria, após umas doses de tequila, se ofenderam com palavras não ditas e sumiram de mim. Um amigo que não levou um comentário na esportiva, uma amiga que não aceitou eu ter ficado com uma pessoa que ela gostou, uma outra amiga que desapareceu, esqueceu aniversário e não responde emails... Eu sei também que isso pode ser reflexo da vida de todo mundo. Que hoje mais do que nunca tem forma, cor e consistência da vida de gente grande. Mas que droga! Não pensava me ver em tamanha aflição, em discordâncias, suspeitas, despeitos, argh. Eu já fui um anjo, hoje acho que sou o que sou. Um ser muito mais imperfeito do que eu jamais imaginaria ser.

Por essas e por outras as coisas precisam mudar. Mudar com uma mudança de dentro para fora. Mudar de verdade, mudar de cidade, de casa, de emprego, de gente.... de mudança. Mudar de ares, porque acho que a casa que construí em cima da terra de outros está desabando porque as pessoas estão seguindo suas vidas para longe de mim...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Everything is Average Nowadays

Acho muito curioso como as pessoas vão mudando com o tempo, como amizades antes essenciais viram poeira e como ainda fico meio sem chão sem saber quem ainda é meu amigo de verdade. Acho que há uns 5 anos atrás eu ia rir se me dissessem que um dia estaria escrevendo algo do gênero. "Ah você, Patricia, nunca vai precisar se preocupar com isso." E não é que hoje, não sei se é o cansaço ou a vida completamente louca e sem tempo, me vejo assim meio desacreditada de algumas amizades. A gente conhece gente nova afim, faz novos amigos, mas sei lá, em um momento banal você percebe o quanto aqueles não são os seus amigos do peito. O quanto dá vontade de gritar, "Ei, do que você está falando sobre mim? Você nem me conhece direito..." E quem me conhece direito, que eu nem vejo mais? Porque trabalho, estudo, durmo pouco, ando doente, não suporto mais chat no face, não tenho mais o celular. Animo com os convites inesperados, uma festa, uma mensagem no facebook. Eu me sinto a mais relapsa e ao mesmo tempo a mais abandonada. Onde meus melhores amigos foram parar? Fizeram novos melhores amigos? Cansaram dos meus erros? Não que exista resposta para isso, mas preciso de colo às vezes e não sei pedir. :(

 
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