Mothionlessly nothing is real - Zero 7
Decidi retomar o blog há alguns dias, espero fazer dele a minha terapia ou um lugar para me esconder da loucura que é o RJ.
Ontem voltei ao meu laboratório, a apresentação da minha tese de doutorado está quase terminada, falta passar pelo crivo de um professor, mas é uma angústia sem fim. Um momento que faz a ciência no Brasil um futuro cada vez mais distante para mim. A curse and a blessing.
Resolvi também começar a trocar cartas com pessoas pelo mundo, quero fazer isso com 5, já tenho 3 candidatos empotencial. Escrever devia ser a única terapia ocupacional dos tempos antigos.
Ah e comecei a ver Outlander, que série interessante e que sotaaaaaque escocês maravilhoso. Próximo plano de viagem com certeza vai incluir Escócia + Inglaterra + Irlanda.
Love,
Patricia
terça-feira, 31 de maio de 2016
Do you believe in what you see?
Postado por Pattinha às 15:49 0 comentários
sexta-feira, 27 de maio de 2016
All we need is somebody to lean on
Faz quase um ano que eu não escrevo e eu sempre penso em escrever e as idéias fogem... Eu me sinto hoje uma pessoa bem diferente do eu de junho de 2015, acho que a vida e os acontecimentos naturais dela mudam a gente mais do que podemos imaginar.
Estava no doc sanduíche, voltei eem setembro de 2015 e um mês depois perdi a minha avó paterna, menos de um ano depois do meu avó paterno ir e eu fiquei esses 6 meses longe e talvez nunca entenda que a distância pode ser boa e devastadora ao mesmo tempo. Demorei muito para me recuperar dessa perda, bem como meu pai que só voltou a sorrir genuinamente esses dias e fazem 6 meses, mais que isso, muito mais. E desde então parece que o sofrimento quebrou alguma coisa dentro de mim, como se eu tivesse perdido o meu "mojo"ou a auto confiança que me fazia a otimista chata quando lidava com o caos econômico e político que é o Brasil de hoje. E eu não acho que as peças da força quebrada vão voltar a se colar naturalmente tão cedo, hoje eu acho que o processo pelo menos começou.
Tirei férias mentais por minha conta porque desde 2005 eu não tinha um período de férias sem realmente não ter nenhum compromisso e por conta disso atrasei a minha defesa de doutorado que vai acontecer antes das olimpíadas. Uma grande parte de mim que se cobra e que se exauriu emocionalmente nos últimos tempos acha uma loucura, uma irresponsabilidade, uma outra parte está serena e confia que os caminhos tortos levam aos finais inusitados, mas felizes. A verdade é que minha desilusão com o mundo acadêmico e com o ambiente em que me inseri é grande, maior do que eu mesma e me engoliu por um tempo. Como uma menina inocente jogada aos lobos, a gente volta forte de experiências assim e de uma forma muito doida aprende quem são nossos aliados e quem não vai lutar com a gente. Muitas metáforas num texto só, um texto que não é feliz.
A felicidade eu encontro onde o meu coração vibra, adoro essa expressão, nas conversas e amizades e bares com aqueles que são um doce apenas por existir. Eu me julgava tão forte, mas vejo hoje que são eles a minha força, minha família, meus amigos e eu. Não adianta dar voltas no mundo se eu não tiver um lugar para onde voltar e eu tenho. Essa é a resposta mais curta aos que se admiraram por eu não ter ficado nos EUA ou não querer voltar por enquanto. Pode ser, penso por um átomo de segundo que ainda exista um pouco do meu entusiasmo otimista dentro de mim. Eu fui quebrada, mas não ficou pedaço faltando, posso consertar. Esse texto não é feliz, mas o próximo pode ser.
Contudo quando alguém me pergunta se eu tenho alguma novidade para contar eu não tenho, tenho mil coisas, segredos meus ou detalhes que deixo aqui no blog de tempos em tempos, não sou de chorar minhas frustrações por ai, porque aos olhos dos outros não são tão grandes assim. E eu sei que não devia me importar com os outros, mas sou um pouco dessas. Estou no meio do vórtex de mudança, no período entre safra, no silêncio que antecede o resultado final o apito do juiz. E quero acreditar que ao invés de gritar eu coloco um bom rock bem alto (rip bowie e prince <3 como="" dan="" e="" espera.="" estivesse="" m="" na="" ningu="" o="" olhando="" p="" se="">
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Fora isso, tem mais 3 cachorros na minha casa, são 6 agora, minha irmã é doida e uma delas me adotou a morena, como um animal pode entender a gente? Não canso de me espantar.
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Postado por Pattinha às 16:21 1 comentários
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Going down for reaaal
Dos retalhos de memória (não é para fazer sentido, sou tagarela)
Tô aqui na terra do Tio Sam e acabei de conversar com o meu housemate (um dos 4) sobre algumas peripécias da vida.. Sobre como eu não era uma straight A's girl na universidade, mas a turista.. Das histórias, do terceiro período onde eu decorei o livro de orgânica e passei na prova final com 9 precisando de 9, perdi a prova de inorgânica que foi no mesmo dia da prova de orgânica, passei em inorgânica mesmo com a prof dizendo que ia me reprovar e sobre sei la como ter feito a prova de termodinâmica. E um outro prof tentou me reprovar também, mas exigi uma prova e ele me passou. Sobre como tinha profs horríveis e poucos bons e o pessoal da coordenação já sabia que vinha problema quando eu aparecia, e como expulsei o aluno da Pattitucci da aula "na vida nem sempre você vai conseguir o que quer"e consegui o impossível de adicionar 2 vagas a mais na turma de bioquímica 2 em poucas horas. E que desde o ensino médio quando eu perdi 4 aulas por causa dos meus sizos eu tirei 2 x 0.75 nas provas (meu pai quase me matou). E falei sobre o Li que me ligava na véspera da prova de fisica para "eu contar para ele toda a matéria que ia cair" e como ele me achou no face recentemente.
Falei para ele também de algumas aventuras, de como quase dormi na rua em Boston e tive 300 euros retidos pelo serviço de bicicleta da cidade de Paris (e quase tive um filho), por alto comentei como esqueci o meu celular carregando no hostel em Berlim e só lembrei já na plataforma do trem e também falei de como perdi o voo de Buenos Aires pro Brasil com a minha irma e a gente teve que pedir dinheiro emprestado porque esqueci o cartao em um caixa eletronico...
Foram muitas vidas, muitas mais do que eu imaginaria viver. Nem eu sei como me perdi em tantos caminhos e me achei em tantos lugares. Por isso, quando eu ficar triste ou quando eu fraquejar tenho que me lembrar dessas histórias, desses causos, dessas alegrias, dessa força. Eu vivi tanta coisa, o que são os problemas.. o que são os outros? Eu sou um monstro, no melhor sentido possível. E quem me conhece sabe, quem me conhece ri junto.
Patricia
Postado por Pattinha às 04:57 0 comentários
sábado, 28 de fevereiro de 2015
She's got a ticket to ride
#oremos #maybecalifórnia #sandwich #seiqueaquinãoéotwitter
Postado por Pattinha às 23:46 0 comentários
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Tempo, tempo, tempo mano velho
About last year...
tenho pensado muito em voltar a escrever aqui vi coisas e senti coisas nesses últimos tempos que me motivaram a querer compartilhar e o farei, mais pra frente. A vida anda tão colorida quanto as purpurinas do carnaval que está passando. E para celebrar 2014 - o ano mais MERDA da minha vida - vou fazer a retrospectiva da memória. Afinal, foi um post só, para vocês sentirem o drama.
JAN - FEV - Relacionamento falido e trabalho trabalho trabalho..
MAR - Teve festa de aniversário para o meu primo Thiago e que teve O CARNAVAL, o melhor em muitos anos. Eu e minhas amigas Mari e Fran vendemos sacolé de caipirinha. Um verdadeiro negócio da China, pagou a passagem a cerveja e no mais se a gente não vendesse bebia! Foi marcado por tinta neon, muita muita muita.
ABR - Não lembro de nadaaaa de abril, teve feriado, mas eu devo ter ficado em casa morgando, uma das top atividades favoritas da minha vida.
MAI - Aniversário do meu pai, quase Copa já, trabalhando feito louca pra terminar meu artigo, brigando com meu orientador e me inscrevendo no Congresso na Alemanha.
JUN - Só teve a Copa de Mundo e teve muita Copa meudeus! Foi lindo, eu vi 90% dos jogos, não perdia um Linha de Passe na ESPN. Sou amante de esportes, o futebol sempre foi parte da minha vida.
JUL - Continuou tendo Copa e festenhas cheeeias de gringos de todas as partes do mundo, conheci Bósnios e Herzegovinos, muuuuitos argentinos (mal comportados, vergoinha deles) e era fácil ver quem era londrino. Quem andaria de blusa social na night carioca, risos eternos.
AGO - Se resume a uma palavra ALEMANHA. Fui a um Congresso lá e rodei com uma amiga, a Mari ai de cima, foi muito bom! Que país lindo, o povo é meio grosso mas termina as frases sorrindo, como se estivessem tentando ser simpáticos. Eles falam cantando, o Tchuss (Tchau) então... E as cervejaaaas, bebemos mais de 30 cervejas diferentes e poderia ir todo ano pra lá que eu não ia conseguir beber todas (posso sonhar lol). Teve spray de pimenta na cara pela polícia de Frankfurt. Teve igrejas e castelo (Neunschweinstensushus não seu escrever mais). Teve Colônia, Bonn (Beethoven), Munich (Dachau - acho que o melhor passeio da viagem, meu fascínio pela II Guerra é grande, mas eu não tinha idéia da mentalidade por trás de tudo... de como a sociedade contribuiu, de como Hitler mudou as leis para si mesmo, de como o povo denunciava amigos, de como pessoas foram humilhadas, de como houveram atentados, de como existiam pessoas bem piores por tras de Hitler...) e BERLIM. Sobre o lugar que eu mais amei no mundo todo até hoje - Berlim! Adorei me perder, confundir Oranienburguer om Oranienstrasse e cruzar a cidade a toa, adorei a riqueza histórica, foi um banho cultural, adorei a noite e o graffiti de rua, uma paixão antiga, o underground e o velho da cidade foi encantador. Voltarei em breve, tenho muito onde me jogar por lá.
SET - Bem, vai aí uma crise de ansiedade? Então me senti mal esse mês, pressão? Não sei, só sei que não foi nada legal.. só deu para salvar a Festa Duro (dos amigos).
OUT - Meu avô querido, definitivamente o meu maior exemplo na vida, faleceu justamente daquilo que eu estudo no laboratório - sepse ou a infecção generalizada. Dose, primeiro enterro, primeira despedida. É um choque na vida, tem que ser. Defendi o qualify e quase morri estudando rs.
NOV - Foi ontem, mas não me lembro direito também.. acho que foi marcado pela decisão de não dar mais aulas de inglês.. Se eu lembrar completo aqui um dia..
DEZ - AH meu artigo foi aceito e finalizado (aleluia senhor! é para glorificar de pé! erguei as mãos e dai glória a deus!), rolou muita Angra dos Reis, com o pessoal do lab e com os amigos lindos das Olimpíadas Etílicas, evento onde um grupo seleto de pessoas bebe até cair e quem cair perde. ADORO, meu fígado menos.. lol Ah a zueira.
Resumo pronto, conciso, enxuto... do ano em que sofri mais do que gostaria, enxuguei o número de amigos e aprendi que o Carpe Diem tem que ser empregado sempre, só estudar, só trabalhar, só se exaurir não vale a pena.
Sobre 2015... tentarei descrever enquanto as coisas forem acontecendo.
Postado por Pattinha às 16:26 0 comentários
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Just cause you feel it doesn't mean it's there.. there there
E após 3 meses sou me, myself and I de novo. Foi bom enquanto durou, mas todo carnaval tem seu fim. S|2
u.u
Postado por Pattinha às 22:48 1 comentários
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Hey now you're a rockstar
Postado por Pattinha às 12:41 1 comentários
